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7.10.2026

A Trama dos tambores. A música afro-pop de Salvador (2000)

A Trama dos tambores. A música afro-pop de Salvador
(Goli Guerreiro, 2000)
Editora 34 col. «Todos os Cantos», 2000
BIBLIOTECA
Um bom livro de 2000 sobre um género musical que foi suplantado hoje pelo sertanejo e pelo funk, em termos comerciais, mas tem sido celebrado por artistas da MPB (Silva) e pela Globo (a novela Segundo Sol, toda à volta do afro-pop baiano e do axé). Goli Guerreiro tenta estudar o axé com um certo recuo histórico, nas suas vertentes musicais, culturais e comerciais e nas suas relações com a música internacional (a ascensão nacional e internacional do axé é simultânea da consagração da world music). Excelente obra. Leitura, março de 2019 4/5

Maria D'Apparecida – Negroluminosa voz (2020)

Maria D'Apparecida – Negroluminosa voz: Esboço Biográfico
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Autor: Mazé Torquato Chotil
Ed. Alameda 2020

Leitura 2023 Paris 3.5/5

5.01.2026

A Noite de Meu Bem (Ruy Castro, 2015)

A Noite de Meu Bem (Ruy Castro, 2015)
A história e as histórias do samba-canção
Cia das Letras 2015
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Metrópole à Beira-Mar (Ruy Castro, 2019)

Metrópole à Beira-Mar
O Rio  Modernos dos Anos 20
(Ruy Castro, 2019)
Ensaio de Ruy Castro
Companhia das Letras 2019
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Leituras 2025

A Onda que se Ergueu no Mar (Ruy Castro, 2001)

A Onda que se Ergueu no Mar (Ruy Castro, 2001)
 Subtítulo: Novos mergulhos na Bossa Nova
Companhia das Letras, 2001
BIBLIOTECA
Leituras 2019

Dez anos depois de ter escrito Chega de Saudade, a história da Bossa Nova, Ruy Castro volta ao local do crime para revelar ao leitor muitas outras histórias e personagens ligadas a esse importante movimento musical. Mais um livro de leitura obrigatória e empolgante de Ruy Castro. Um único senão: o preconceito do autor em relação à música popular dominante a partir dos anos 50, cuja matriz é o rock americano. Este trouxe uma revolução nos papéis de quem faz música e o intérprete separado do compositor quase desapareceu. O cantor-compositor passou a ser dominante, sobretudo no rock/pop, bastante menos na música soul. A música popular brasileira (MPB e não só) continua até hoje a manter uma organização do trabalho artítico semelhante ao que acontecia no início do século 20. Até os hits do brock foram apropriados por grandes intérpretes da MPB... A Onda que se ergueu do mar mereceu já, em 2017, uma edição revista e aumentada (com mais de 90 páginas face à primeira edição de 2001). E até ganhou o subtítlo de Novíssimos mergulhos na Bossa Nova. Há capítulos dedicados a Tom Jobim, João Gilberto, Nara Leão, Dick Farney, Lucio Alves, Johnny Alf, João Donato, Orlando Silva, Tenório Jr. (e os músicos do samba-jazz) e... Brigitte Bardot, que protagonizou um dos episódios mais sexy da saga da Bossa Nova. Leitura 2019 Viagem Paris/Porto 5/5

A Onda que se Ergueu no Mar - Novíssimos mergulhos na Bossa Nova
(Companhia das Letras, 2017) de Ruy Castro, edição revista e ampliada
NT

Carmen. Uma Biografia (Ruy Castro, 2005)

Carmen. Uma Biografia (Ruy Castro, 2005)
Companhia das Letras 1ª ed. 2005
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Leitura 

Vencedor do Prêmio Jabuti de "melhor biografia" 
e "melhor livro de não-ficção" em 2006

CARMEN. UMA BIOGRAFIA (Ruy Castro, 2005)
Companhia das Letras 1ª ed. 2005
BIBLIOTECA
Leitura 

Vencedor do Prêmio Jabuti de "melhor biografia" 
e "melhor livro de não-ficção" em 2006

CARMEN. UMA BIOGRAFIA (Ruy Castro, 2005)
Palavra 2006
NT



Rick Bonadio 30 Anos de Música (2016)

Rick Bonadio 30 Anos de Música (2016)
Livro de Luiz Cesar Pimentel
Ed. Seoman 2016
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Rick Bonadio é um dos grandes nomes da indústria musical brasileira, na área do rock. Esta autobiografia de Bonadio, escrita com o jornalista Luiz Cesar Pimentel, revela-nos os bastidores da indústrial musical dos anos 90 até hoje. Não me interessam particularmente os artistas produzidos ou lançados por Bonadio, como os Mamonas Assassinas, CPM, NX Zero, Fresno, Rouge entre outros, mas é interessante ver como num período de grandes e radicais mudanças um compositor, arranjador, produtor e empresário consegue impor a sua visão e ser bem sucedido comercial e artisticamente. Leitura, Bahia 2018: 2,5/5

4.28.2026

Um Povo a Mais de Mil (Rogério Menezes, 1994)

Um Povo a Mais de Mil (Rogério Menezes, 1994)
 Editora Scritta/Pagina Aberta 1994
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Não é uma história do carnaval como as outras. O autor assume uma liberdade interpretativa na forma como explora o tema. Baseia-se em materiais históricos (livros, documentos, imprensa, canções...) para dar conta da subversão dos comportamentos que o entrudo e o carnaval estimularam nos baianos ao longo dos séculos. Bem interessante. Vila do Conde 03.2020: 3/5

3.27.2026

História de Canções - Toquinho (2010)

História de Canções - Toquinho (2010)

História de Canções é uma série de livros sobre a história de canções famosas do cancioneiro brasileiro. O primeiro volume é dedicado a Chico Buarque e obteve um êxito notável tendo assegurado a continuidade da série. Li parte do volume dedicado a Toquinho e fiquei encantado com as vantagens desta série. A obra acaba por ser consideravelmente biográfica pois as canções são fruto das circunstâncias da vida de Toquinho e das suas famosas parcerias. Com Vinícius de Moraes, por exemplo, compôs dezenas de clássicos e vários álbuns. O livro apresenta cronologicamente os seus álbuns e conta a história das canções que mais se destacaram em cada um. Pode e deve ser encarado como um livro de consulta, de leitura não linear, feita ao sabor da audição aleatória dos discos ou das canções. Muito bom. Salvador da Bahia 2017: 4/5

12.24.2025

Jorge Aragão (2016)

 
JORGE ARAGÃO - O ENREDO DE UM SAMBA (2016)
Ensaio de João Pimentel
Col. SambaBook
Sonora Editora 2016
BIBLIOTECA
Leituras 11.2024

2.07.2024

Vinicius Portenho (2010)

Vinicius Portenho (2010)
Ensaio de Liana Wenner (2010)
RJ: Casa da Palavra 2012
BIBLIOTECA

Leitura 2024 Brasil/França

8.06.2023

História de Canções - Toquinho (2010)

História de Canções - Toquinho (2010)
Autor: João Carlos Pecci
Prefácio de Toquinho
Leya 2010
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História de Canções é uma série de livros sobre a história de canções famosas do cancioneiro brasileiro. O primeiro volume é dedicado a Chico Buarque e obteve um êxito notável tendo assegurado a continuidade da série. Li parte do volume dedicado a Toquinho e fiquei encantado com as vantagens desta série. A obra acaba por ser consideravelmente biográfica pois as canções são fruto das circunstâncias da vida de Toquinho e das suas famosas parcerias. Com Vinícius de Moraes, por exemplo, compôs dezenas de clássicos e vários álbuns. O livro apresenta cronologicamente os seus álbuns e conta a história das canções que mais se destacaram em cada um. Pode e deve ser encarado como um livro de consulta, de leitura não linear, feita ao sabor da audição aleatória dos discos ou das canções. Muito bom. Salvador da Bahia 2017: 4/5

6.06.2023

Bastidores (Rodrigo Faour, 2001)

1° Bastidores (2001)
Cauby Peixoto: 50 Anos da Voz e do Mito
Record 2001
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Não deve ser fácil biografar Cauby Peixoto. Senhor de uma das maiores vozes da música brasileira, Cauby Peixoto não tem, parece-me, uma discografia à altura dessa fama. O problema foi sempre o repertório que o cantor privilegiou e a forma idiossincrática do seu canto, digamos, pouco disciplinada, que não melhorou com o tempo. Ao longo do livro de Rodrigo Faour, somam-se os elogios dos colegas e repete-se a comparação com Frank Sinatra, que me parece absurda (Sinatra foi muitas vezes perfeito). Faour sai-se muito bem na forma como aborda a vida e a obra de Cauby Peixoto. Contextualiza perfeitamente os períodos desiguais da sua carreira, chamando a atenção para o estatuto do cantor decorrente das mudanças no mercado e no gosto do público. Narra muito bem a relação de Cauby e do seu agente-criador Di Veras, uma personagem quase tão fascinante quanto a do cantor. Os anos em que gravou para a Columbia (anos 50), com as viagens aos EUA e o fanatismo das fãs, é a melhor fase do cantor. As poucas gravações que conheço dessa fase são soberbas; aí sim, justificam-se todos os elogios dos colegas, muitos deles marcados na adolescência pelo cantor de Conceição. A partir dos anos 60 atravessa um deserto de público e de crítica. O seu público mais fiel, essencialmente feminino, nunca o abandonou e ele foi também fiel à versatilidade que demonstrou desde o início da carreira: cantou sempre o que quis e lhe apeteceu, cantou em várias línguas e abusou de um repertório romântico que não raras vezes resvalou para o kitsch. Mas Faour tem razão quando afirma que Cauby conseguiu sobreviver numa época cujas formas de cantar preferidas (bossa nova, rock/pop) voltavam costas ao estilo dos cantores do rádio. Nos anos 60 esse estilo ficou de repente velho e até alvo de troça. Elizete Cardoso foi talvez a única desses cantores que manteve o seu estatuto inalterável (mas ela nunca foi popular como Cauby ou Angela Maria). Subiu o morro (cantou magnificamente samba) e ao mesmo tempo cantou sempre a nata dos clássicos brasileiros. Cauby mudou demasiado de gravadora, cantava em qualquer lugar e descuidou o repertório. No início dos anos 80 viveu um renascimento artístico promovido pela indústria musical e confirmado pelos seus colegas artistas. Um livro excelente. Leitura no verão de 2016: 4/5

Si Tu Vas à Rio (Anaïs Fléchet, 2013)

SI TU VAS À RIO (2013)
Armand Colin 2013
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Foi um dos livros de que mais gostei de ler. Um século de música brasileira em França, numa perspetiva sociológica. Conhecia esta história nos seus traços gerais, mas quando entramos nos pormenores, as revelações atropelam-se. O que mais me surpreendeu foi o período imediatamente anterior ao surgimento da Bossa Nova, entre 1945 e 1960. Em França o samba foi um género popular nesse período e o título do livro é um samba de Dario Moreno (uma versão de um samba brasileiro) que foi um enorme sucesso. Mas esse samba made in France era cantado em francês, foi cultivado por nomes menores da ecna musical francesa e era tudo menos samba. E quase nada desse subgénero musical resistiu ao tempo. Os franceses deram-se melhor com a bossa nova, respeitando o seu espírito e vários artistas da chanson apropriaram-se desse estilo sedutor. Também no início do século o maxixe e o choro tinham tido algum impacto, sobretudo nas salas de dança de Paris. A música brasileira foi ao longo do tempo quase sempre associada ao ritmo e pouco à melodia. E nessa linha foi sempre encostada às músicas exóticas que ocupavam um lugar marginal no mercado musical francês. Mais do que os artistas franceses e brasileiros (muitos não são grandes nomes das respetivas cenas musicais) importa falar dos intermediários como dançarinos, empresários e até músicos estrangeiros (como as orquestras latinas) que tiveram um papel importante na difusão da música brasileira em França. Leitura 2021 Melun    5/5

Samba Soul 70! (2001)

Samba Soul 70! (2001) Compilação VA da Ziriguiboom CD Promo Cardboard Ziriguiboom 2001 DISCOTECA F Diferentes contracapas