Showing posts with label Biblioteca História. Show all posts
Showing posts with label Biblioteca História. Show all posts

7.10.2026

A Trama dos tambores. A música afro-pop de Salvador (2000)

A Trama dos tambores. A música afro-pop de Salvador
(Goli Guerreiro, 2000)
Editora 34 col. «Todos os Cantos», 2000
BIBLIOTECA
Um bom livro de 2000 sobre um género musical que foi suplantado hoje pelo sertanejo e pelo funk, em termos comerciais, mas tem sido celebrado por artistas da MPB (Silva) e pela Globo (a novela Segundo Sol, toda à volta do afro-pop baiano e do axé). Goli Guerreiro tenta estudar o axé com um certo recuo histórico, nas suas vertentes musicais, culturais e comerciais e nas suas relações com a música internacional (a ascensão nacional e internacional do axé é simultânea da consagração da world music). Excelente obra. Leitura, março de 2019 4/5

A Canção no Tempo: 85 Anos de Músicas Brasileiras (1997)

A Canção no Tempo: 85 Anos de Músicas Brasileiras
(Zuza Homem de Mello e Jairo Severiano, 1997)
Editora 34 col. «Todos os Cantos» 2 Vols. 1997
BIBLIOTECA

Edição revista e atualizada (2015)
NT
Edição revista e atualizada (2015)
NT

6.04.2026

Samba Enredo (2009)

Samba Enredo: History and Art (Alberto Mussa, 2009)
Reissue:
Ed. Civilização Brasileira 2023 NT
New, revised and expanded edition of Samba de Enredo, with a new afterword by Luiz Antonio Simas and Alberto Mussa.
BIBLIOTECA

Samba Enredo: History and Art (Alberto Mussa, 2009)
2009 edition

Reproduction of Mauro Ferreira's review:

Samba-enredo is chronicled and analyzed as an art form in a book that points to a renewed vigor in the carnival genre 19/02/2023

In 2009, when they completed the original edition of the book Samba de enredo – História e arte (2010), the authors Luiz Antonio Simas and Alberto Mussa had doubts about the future of this essentially carnival-related musical genre.  

As they list in the afterword written in December 2022 for the revised and expanded edition released in bookstores by the publisher Civilização Brasileira this February 2023, the authors detected at the time what they characterize as "difficulties" for the proper continuity of samba-enredo as a fundamental and original genre of the samba tradition.  

The difficulties stemmed from factors such as "stylistic standardization, the excess of sponsored storylines unrelated to the samba school environment, the accelerated pace of the percussion sections, the apparent disintegration of the composers' groups, the lack of authorial renewal, the judging criteria, and the disconnect between the samba schools and the wider public."  
These questions remain open, as the authors conclude in the final part of the unpublished afterword, but Simas and Mussa's text already points to a certain injection of energy into the genre, citing the case of the Acadêmicos do Grande Rio samba school, which turned things around by hiring carnival designers Gabriel Haddad and Leonardo Bora, creators of culturally relevant themes that generated high-quality samba songs in the 2020 and 2022 Carnivals.  

The afterword brings a contemporary feel to the new edition of Samba de Enredo – História e Arte (Samba Enredo – History and Art), whose unique cover was created by Leonardo Iaccarino based on the work Espelho da Diversidade Religiosa (Mirror of Religious Diversity), by André Cunha.  

However, the book's raw material is an analysis of the genre's production, from its development around 1870 to the Carnival of 2009. In this analysis, the writers define periods to characterize what they call the "formation" phase (from 1933 to 1950), the "classical period" (from 1951 to 1968), and the "golden age" (from 1969 to 1989). To do this, the authors listened to approximately 1,600 compositions.  
Maintaining the text written by Haroldo Costa for the blurb of the original 2010 edition, the book analyzes the lyrics of samba-enredo songs, provides brief profiles of composers of the genre, and maps samba schools of the Rio de Janeiro Carnival, shedding light on lesser-known groups such as União de Jacarepaguá and Unidos do Cabuçu.  

On each of the book's 266 pages, one can perceive Luiz Antonio Simas and Alberto Mussa's love for samba-enredo, offered to the people in the form of art.

5.01.2026

Metrópole à Beira-Mar (Ruy Castro, 2019)

Metrópole à Beira-Mar
O Rio  Modernos dos Anos 20
(Ruy Castro, 2019)
Ensaio de Ruy Castro
Companhia das Letras 2019
BIBLIOTECA
Leituras 2025

A Onda que se Ergueu no Mar (Ruy Castro, 2001)


A Onda que se Ergueu no Mar (Ruy Castro, 2001)
 Subtítulo: Novos mergulhos na Bossa Nova
Companhia das Letras, 2001
BIBLIOTECA
Leituras 2019

Dez anos depois de ter escrito Chega de Saudade, a história da Bossa Nova, Ruy Castro volta ao local do crime para revelar ao leitor muitas outras histórias e personagens ligadas a esse importante movimento musical. Mais um livro de leitura obrigatória e empolgante de Ruy Castro. Um único senão: o preconceito do autor em relação à música popular dominante a partir dos anos 50, cuja matriz é o rock americano. Este trouxe uma revolução nos papéis de quem faz música e o intérprete separado do compositor quase desapareceu. O cantor-compositor passou a ser dominante, sobretudo no rock/pop, bastante menos na música soul. A música popular brasileira (MPB e não só) continua até hoje a manter uma organização do trabalho artítico semelhante ao que acontecia no início do século 20. Até os hits do brock foram apropriados por grandes intérpretes da MPB... A Onda que se ergueu do mar mereceu já, em 2017, uma edição revista e aumentada (com mais de 90 páginas face à primeira edição de 2001). E até ganhou o subtítlo de Novíssimos mergulhos na Bossa Nova. Há capítulos dedicados a Tom Jobim, João Gilberto, Nara Leão, Dick Farney, Lucio Alves, Johnny Alf, João Donato, Orlando Silva, Tenório Jr. (e os músicos do samba-jazz) e... Brigitte Bardot, que protagonizou um dos episódios mais sexy da saga da Bossa Nova. Leitura 2019 Viagem Paris/Porto 5/5

4.28.2026

Um Povo a Mais de Mil (Rogério Menezes, 1994)

Um Povo a Mais de Mil (Rogério Menezes, 1994)
 Editora Scritta/Pagina Aberta 1994
BIBLIOTECA

Não é uma história do carnaval como as outras. O autor assume uma liberdade interpretativa na forma como explora o tema. Baseia-se em materiais históricos (livros, documentos, imprensa, canções...) para dar conta da subversão dos comportamentos que o entrudo e o carnaval estimularam nos baianos ao longo dos séculos. Bem interessante. Vila do Conde 03.2020: 3/5

10.15.2023

Série Editora 34 «Todos os Cantos»


Dorival Caymmi - O Mar e o Tempo (2001)
2ed. 2014)
BIBLIOTECA

Brock:o Rock Brasileiro dos Anos 80 (Dapieve 1995)

Vida do Viajante: a Saga de Luiz Gonzaga (Dreyfus 1996) 

Tropicália: a História de uma Revolução Musical (Calado 1997)

Jovem Guarda: em Ritmo de Aventura (Froes 2000)

Mário Reis, O Fino do Samba (Giron 2001)

Tem mais Samba. Das raízes à electrónica (Souza 2003)

A Divina Comédia dos Mutantes (Calado 2006)



6.06.2023

Si Tu Vas à Rio (Anaïs Fléchet, 2013)

SI TU VAS À RIO (2013)
Armand Colin 2013
BIBLIOTECA

Foi um dos livros de que mais gostei de ler. Um século de música brasileira em França, numa perspetiva sociológica. Conhecia esta história nos seus traços gerais, mas quando entramos nos pormenores, as revelações atropelam-se. O que mais me surpreendeu foi o período imediatamente anterior ao surgimento da Bossa Nova, entre 1945 e 1960. Em França o samba foi um género popular nesse período e o título do livro é um samba de Dario Moreno (uma versão de um samba brasileiro) que foi um enorme sucesso. Mas esse samba made in France era cantado em francês, foi cultivado por nomes menores da ecna musical francesa e era tudo menos samba. E quase nada desse subgénero musical resistiu ao tempo. Os franceses deram-se melhor com a bossa nova, respeitando o seu espírito e vários artistas da chanson apropriaram-se desse estilo sedutor. Também no início do século o maxixe e o choro tinham tido algum impacto, sobretudo nas salas de dança de Paris. A música brasileira foi ao longo do tempo quase sempre associada ao ritmo e pouco à melodia. E nessa linha foi sempre encostada às músicas exóticas que ocupavam um lugar marginal no mercado musical francês. Mais do que os artistas franceses e brasileiros (muitos não são grandes nomes das respetivas cenas musicais) importa falar dos intermediários como dançarinos, empresários e até músicos estrangeiros (como as orquestras latinas) que tiveram um papel importante na difusão da música brasileira em França. Leitura 2021 Melun    5/5

Drama (Rodrigo Amarante)